El verdadero artista, rebelde por naturaleza
y fuerza, se resiste a ser domesticado, se niega a aceptar el mundo tal como éste se ofrece a sus sentidos. Y entonces crea un Universo con sus propios límites.
Só nao se perca ao entrar...no meu infinito particular...
Mandado de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu reles esnobe plebeu .. e fora tu imperialista das sucatas...charlatao da sinceridade
E tu da juba socialista, e tu qualquer outro.
Ultimatum a todos eles e a todos que sejam como eles. Todos.
Monte de tijolos com pretensao a casa.
Inútil luxo, megalomania triunfante..
E tu Brasil, blague de Pedro Alvares Cabral que nem te queria descobrir...
Ultimatum a vos que confundis o humano com o popular. Que confundis tudo.
Vós anarquistas deveras sinceros, socialistas a evocar sua qualidade de trabalhadores...para quererem deixar de trabalhar.
Sim, todos vós que representais o mundo...homens altos...
Passai por baixo do meu desprezo, passai aristocratas de tanga de ouro, passai frouxos, passais radicais do pouco... quem acredita neles?
Mandem tudo isso pra casa a descascar batatas simbólicas, fechem isso tudo a chave e deitem a chave fora.
Sufoco de ter só isso a minha volta. Deixem respirar.
Abram todas as janelas. Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo.
Nenhuma ideia grande, nenhuma corrente política que soe a uma idéia..grao. E o mundo quer inteligencia nova, a sensiblidade nova.. o mundo tem sede de que se crie!
O que aí esta a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro. O que aí esta nao pode durar porque nao é nada.
Eu, da raça dos navegadores, afirmo que nao pode durar. Eu, da raça dos descobridores, desprezo o que seja menos que descobrir um novo mundo!
Proclamo isso bem alto, braços erguidos, fitando o Atlantico e saudando abstratamente o infinito.
Alvaro de Campos, 1917.
É... e ja se passaram 90 anos...
Salve Fernando Pessoa
Salve Maria Bethania.

